7 anos, 7 fatos sobre a TKCSA

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Desde que se anunciou a instalação da ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico – TKCSA no Rio de Janeiro, moradores de Santa Cruz, bairro da Zona Oeste do município, sofrem com as consequências de uma atividade altamente poluidora numa região onde vivem mais de 367.928 pessoas, segundo o Censo de 2010.

No marco dos sete anos de funcionamento da siderúrgica, lançamos a série “7 anos, 7 fatos sobre a TKCSA”. Acompanhe por aqui e por nossas redes sociais. Todo o histórico dos impactos socioambientais decorrentes da atividade da empresa você confere em: http://paretkcsa.org/

1. TKCSA é prejuízo

TKCSA é… Há sete anos, moradores e moradoras de Santa Cruz convivem com o pó, a fumaça e as consequências da atividade poluente da siderúrgica TKCSA. Os poucos empregos gerados valeram a pena em comparação a impactos, violações de direitos e flexibilização da lei? Moradores e pescadores exigem justiça para pagar a conta dos prejuízos acumulados. No marco de sete anos da siderúrgica, lançamos hoje a série 7 anos, 7 fatos sobre a TKCSA. Saiba mais em: http://paretkcsa.org/

2. TKCSA é doença

A empresa conhecida por elevar em 76% as emissões de CO2 na cidade do Rio de Janeiro é sinônimo de doença para a população de Santa Cruz. A contaminação da terra, da água e do ar causa doenças respiratórias, de pele e oftalmológicas. O sistema público de saúde local não está preparado para atender esses casos. Idosos e crianças são os principais afetados. Estudo recente lançado pelo Coppe-UFRJ [http://bit.ly/2r6S72m] apontou aumento de 40% de gases do efeito estufa em dez anos no Rio. As emissões no setor industrial se explicam principalmente pela operação da siderúrgica. É preciso exigir justiça para as famílias de Santa Cruz.

3. TKCSA é impunidade

A TKCSA completa 7 anos de funcionamento em Santa Cruz. Um aniversário que poucos comemoram, pois são 7 anos de injustiça para os moradores que convivem com a siderúrgica. Atualmente, mais de 300 moradores/as lutam por justiça, por meio de mais de ações judiciais movidas pela Defensoria Pública, e reparação por violações de direitos humanos. As ações têm como objeto os impactos sobre a saúde e o meio ambiente e os danos pela inundação do Canal do São Fernando, afluente do Rio Guandu, pelo transporte do minério de ferro na linha férrea, provocando rachaduras e o comprometimento de imóveis e os provocados aos pescadores do Canal do São Francisco, impedidos de trabalhar pela instalação de uma barragem. Para eles, não há motivos para dar parabéns.

4. TKCSA é desemprego

Usando a justificativa da chamada “crise hídrica”, as grandes indústrias do distrito industrial de Santa Cruz construíram uma barragem no Canal de São Francisco, deixando sem trabalho centenas de pescadores. O impacto da TKCSA na pesca artesanal e a luta de moradores e pescadores por justiça e reparações é um dos temas do relatório “Violações de Direitos Humanos na Siderurgia: o caso TKCSA”, produzido por Instituto Pacs e Justiça Global. Vem somar nessa luta! bit.ly/2smAWIQ

5. TKCSA é intimidação 

Uma grande indústria só consegue se instalar e permanecer em um território, poluindo e extraindo seus recursos naturais, à base de cooptação, desrespeito e ameaças à população. No caso TKCSA, moradores foram intimidados, e pesquisadores críticos ao empreendimento chegaram a ser processados. Esse abuso não pode continuar.  Venha saber mais sobre a luta dos moradores de Santa Cruz por justiça nesta segunda (26/06).  bit.ly/2smAWIQ

6. TKCSA é racismo ambiental

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Qual a contribuição de uma siderúrgica para uma comunidade como Santa Cruz? Por que será que em sociedades da Europa e da América do Norte a siderurgia foi severamente reduzida e hoje se concentra em países periféricos como o Brasil? Por que, ao se pensar a instalação de uma grande indústria como a TKCSA, ela não foi planejada para funcionar no Leblon? Isso tem nome: racismo ambiental.

A população da região de Santa Cruz, que soma mais de 367.928 pessoas, segundo o Censo de 2010, é obrigada a conviver desde 2010 com um vizinho barulhento e poluidor, que aumentou em 76% as emissões de CO2 no município do Rio.

De acordo com o IBGE, 64,9% da população é negra, ou seja, se declara preta ou parda. A média da cidade do Rio é de 48% da população que se declara negra. Além disso, em Santa Cruz, mais de metade dos domicílios somam renda de até um salário mínimo. Muitos moradores vivem com menos do que isso.

7. TKCSA é colonização

A cadeia produtiva internacional da siderurgia concentra as etapas mais poluentes nos territórios empobrecidos e deixam o mínimo de retorno financeiro a quem vive nesses lugares.

Em outras palavras, o “trabalho sujo” é feito em lugares pobres e que concentra população negra, como em Santa Cruz, mas pouco ou nada fica para os moradores, já que os lucros da empresa se concentram na multinacional que a mantém.

Em 2015, os países do BRICS forneceram 76% da produção mundial de aço bruto, enquanto os Estados Unidos, a Alemanha e os 27 países da União Europeia juntos produziram menos de 20%.

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